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02 nov, 2020

Filmes & Séries: Meus Favoritos dos últimos tempos

Durante a quarentena, a maior parte das pessoas aproveitou as muitas horas em casa para explorar o catálogo da Netflix. Confesso que, nesse período, não fiz o mesmo e aproveitei para rever alguns dos meus seriados favoritos, antes que eles fossem tirados de mim haha Com tantos streaming surgindo, todo cuidado é pouco, então assisti Gossip Girl, Friends e Gilmore Girls tantas vezes quanto possível. Parece até que eu estava adivinhando, pois, em janeiro, vai ser “XOXO” para sempre, com a retirada do seriado protagonizado por Serena van der Woodsen e Blair Waldorf da plataforma.

Mas, nas últimas semanas, resolvi dar uma revigorada na minha lista com algumas coisas novas. Por isso, escolhi trazer hoje três seriados e dois filmes que valem a pena assistir muitas vezes, assim como nossos clássicos preferidos!

1. O Gambito da Rainha

A minissérie americana foi baseada no livro de Walter Tevis, de 1983 e teve seu título inspirado por uma jogada muito rara no xadrez. A história de Beth Harmon começa a ser contada a partir de sua chegada a um orfanato, em Kentucky, no sudeste dos Estados Unidos. Lá, ela passa a jogar xadrez no porão, com o zelador, enquanto dribla o abandono e a solidão com doses consideráveis de calmantes.

Beth apresenta uma habilidade ímpar para o jogo, que a guiará em todas as fases de sua vida, entre o triunfo nos campeonatos e a derrota no vício. Enquanto mergulha em um ambiente predominantemente masculino, a protagonista traça um caminho tortuoso entre as consequências do abandono e seu inquestionável talento como enxadrista. A trama é muito bem construída e é perfeita para uma maratona, já que os altos e baixos da protagonistas são super instigantes e prendem completamente a nossa atenção. Eu mesma, terminei de assistir rapidinho.

2. Billions

Outro original da Netflix que é viciante. A história gira em torno de Bobby Axelrod, proprietário de uma empresa de hedge funds que surgiu das cinzas do 11 de setembro, e de Chuck Rhoades, um promotor desesperado para enquadrar o bilionário por seus crimes financeiros, em especial, pelo uso de informações privilegiadas.

Uma das coisas que mais gosto sobre Billions é que não existem vilões na série. Para começar, Axelrod é um criminoso extremamente cativante. Além de ser um quarentão super charmoso – o que por si só já mina várias objeções da audiência – o empresário apresenta uma determinação singular, fruto de uma infância difícil na periferia. Por outro lado, temos Chuck, que, embora seja um chato com inúmeros dilemas morais, a princípio está tentando fazer a coisa certa. Mas, ao ser dominado pelo ciúme da esposa, que atua como coach e psiquiatra na empresa de Axe, perde o senso de justiça e passa a usar meios escusos para prender Bobby. Esse padrão se repete em todos os personagens, apresentando a bondade e o egoísmo que habitam em todo ser humano. Eu acho que isso é um dos fatores que torna a série muito interessante, porque a história se torna mais verossímil e cheia de nuances a serem exploradas.

3. Emily em Paris

Emily in Paris é um passatempo perfeito. Sem mais. É uma série light, rápida, perfeita para aqueles momentos em que a gente quer esvaziar a cabeça com um seriado bobo. A protagonista é uma publicitária que vai trabalhar na França, promovendo empresas nas redes sociais por meio de ações de marketing. Porém, Emily não fala francês e não é muito bem recebida no novo job.

Com um figurino assinado por Patricia Field, que fez o mesmo trabalho em Sex in the City, Emily exibe looks grifados dos pés à cabeça, mas que carecem do refinamento francês e a fazem ser taxada de ringard (brega). Isso é evidente na série, pois os personagens mais sofisticados apresentam um estilo mais clean, enquanto a Emily chega em seu primeiro dia no trabalho na França com nada mais, nada menos do que uma camisa… da Torre Eifell hahah Além do senso estético duvidável, Emily é muito divertida e faz tudo antes de pensar, o que proporciona episódios muito engraçados e leves. A temporada é curtinha e passa num piscar de olhos, dá para acabar num dia!

4. Um Contratempo

Saindo do mood levinho, assisti um filme de suspense muito enigmático! A trama de Um Contratempo (2016) apresenta um cenário pronto para o espectador: Dois amantes estão voltando de viagem, quando se envolvem em um acidente de carro. O motorista do outro carro morre imediatamente, mas chamar por socorro implicaria em muitas consequências graves, inclusive na destruição dos respectivos casamentos. Assim, eles decidem cuidar da situação por conta própria. Porém, após algum tempo, os dois são convocados por alguém que parece saber do ocorrido a ir até um hotel, no qual a amante de Adrián – o protagonista – é assassinada.

O culpado pelo assassinato deixa a cena sem deixar qualquer vestígio. Não haveria por onde entrar ou sair do quarto de hotel, de modo que Adrián é o principal acusado do crime. Seu advogado indica que ele discuta sua defesa com uma defensora imbatível, que nunca perdeu um caso sequer. Enquanto analisam a defesa do empresário, o filme traça uma linha temporal irregular, mostrando as diversas possibilidades do que pode ter de fato ocorrido. O que posso adiantar, sem spoilers, é que nem tudo é o que parece ser. Mais do que isso e terei entregado a história. Tem que assistir para saber!

5. Rebecca – Uma Mulher Inesquecível

O último filme dessa seleção é uma adaptação de um clássico de Hitchcock, de maneira que, antes de assistir, imaginei que ele seria um pouco mais pesado, já que os filmes do autor de Psicose tendem a ser macabros. Porém, tendo em vista que eu detesto filmes de terror, acho que foi uma quebra de expectativa positiva. A história, protagonizada por Lily James (eu amo!), é sobre uma moça que se casa com um viúvo riquíssimo, sem saber que a sombra da falecida Rebecca ainda permeia a vida do esposo. Sua família a venera, os funcionários estavam acostumados aos modos da Sra. de Winters anterior. Enfim, tudo coopera para que a nova esposa se sinta deslocada, inferior e questione não só o amor do marido, mas também a própria sanidade.

A filmografia é bem colorida e saturada, o contrário do que eu esperaria de uma adaptação de Hitchcock. Mas, é tudo pensado. Enquanto Rebecca é retratada como uma mulher marcante, sofisticada e claramente representada pelos tons de vermelho, a nova sra. de Winters é retratada como uma mulher mais insossa e menos fatal, ambientada em tons de verde clarinho, como se lhe faltasse a postura que a nova esposa deveria suprir.

Nesse ambiente dicotômico, a nova esposa é pressionada e manipulada, enquanto tenta adentrar a intimidade do marido, que não lhe dá abertura para falar sobre a morte da antiga mulher. O suspense é instigante e cheio de reviravoltas, também super vale a pena reservar um tempo para assistir.

26 jul, 2020

ALTA COSTURA: O QUE É?

19.02.19 – A Semana de Moda de Alta Costura de Paris aconteceu há pouco tempo, por isso hoje, vamos falar um pouco sobre esse conceito e sobre como funciona esse mercado. Ela acontece em janeiro e em julho, somente em Paris. Mas, afinal, o que é alta costura? Alta costura é o termo designado para confecções luxuosas que se encaixam nas exigências da Câmara Sindical de Alta Costura (Chambre Syndicale de la Haute Couture), fundada na França, em 1968. Esse órgão estabelece alguns requisitos para que uma marca possa ser considerada como alta costura e revê o grupo de marcas anualmente.

São algumas delas: Ter um ateliêde cinco andares, com espaço para desfiles, com um staff de 25 funcionáriosespecializados e confeccionar coleções de 35 modelos exclusivos feitos sobmedida e à mão, pois nesse segmento a alta costura é completamente dispensada.Atualmente, marcas como Dior, Jean-Paul Gaultier, Elie Saab, Atelier Versace,Giambattista Valli, Giorgio Armani Privé e Valentino são parte desse gruposeleto de maisons.

Há grifes fixas, que cumpremtodas as exigências da Chambre e têm ateliê em Paris, grifes correspondentes,cujos ateliês não ficam na cidade e grifes convidadas, como a Ralph andRusso.  As peças podem levar até 1000horas para ficarem prontas e têm seus materiais minunciosamente selecionados:Na alta costura, como se pode imaginar, os materiais devem ser de qualidadeimpecável, para compor as peças nos mínimos detalhes. Ou seja, a palavra deordem é perfeição.

A Semana de Moda de Alta Costura é a oportunidade para os designers demonstrarem criatividade e expertise, ou seja, as peças não são feitas para vender a rodo. Muito pelo contrário, trata-se de um mercado restrito limitado a cerca de 4.0000 compradoras no mundo, que são chamadas de colecionadoras, na verdade. Apesar de estarmos falando de roupas que têm como preço mínimo algo em torno de dez mil dólares, a alta costura não banca os custos das maisons. Essa é uma das razões para marcas como Chanel produzirem maquiagens, acessórios e perfumes, que ajudam a custear a haute couture, junto com os desfiles ready to wear de março e setembro.

Pra finalizar esse post, alguns destaques da última Paris Haute Couture:

Chanel

Balmain

Elie Saab

Esses foram meus favoritos, apesar de ter sido bem difícil de escolher 😛 Espero que você tenha gostado de saber mais sobre esse segmento da moda. Beijos, Pri

01 maio, 2019

POR QUE ASSISTIR THE UMBRELLA ACADEMY

Mais uma vez a Netflix manda notificação no celular dizendo que tem série nova. Você abre o aplicativo, vê máscaras estranhas que parecem ter saído de uma versão mais jovem e multiplicada do Robin, escuta músicas não usuais no trailer – Queen, Phantom of the Opera, The Doors -, atores que você nunca viu na vida e não entende muito bem do que se trata a série. Mas são apenas dez episódios e você tenta a sorte.

Não se engane, essa é só mais uma série que vai te fazer rir, chorar, se envolver com os personagens e revirar sua mente do início ao fim criando teorias até que você não aguente mais e vire a noite maratonando The Umbrella Academy.
The Umbrella Academy é baseada na HQ – primeiro motivo – de Gerald Way, integrante da banda My Chemical Romance – segundo motivo – e protagonizada pela vencedora do Oscar, Ellen Page – terceiro motivo. A história é meio biruta, mas vamos lá.
No mesmo dia de 1989, mulheres sem qualquer ligação entre si e que até o dia anterior não apresentavam nenhum sinal de gravidez deram à luz 43 crianças. Sete delas foram adotadas por Sir Reginald Hargreeves, um industrial bilionário, que decide criar a Umbrella Academy e preparar suas “crianças” para salvar o mundo.

Mas nem tudo saiu de acordo com o plano. Quando elas chegaram à adolescência, a família se desintegrou e a equipe se separou. Agora, os seis membros remanescentes, na casa dos 30 e poucos anos, são reunidos pela notícia da morte de Hargreeves. Luther, Diego, Allison, Klaus, Vanya e Número Cinco começam a trabalhar juntos para resolver um mistério ligado à morte do pai. Mas eles voltam a se desentender em razão dos conflitos causados pelas diferentes personalidades e habilidades — tudo isso em meio à ameaça iminente de apocalipse global.

Eu vi o primeiro episódio e pensei “ok, não faz mal ver mais um”. Depois vi outro, e outro, e outro. Não sei dizer exatamente quando surtei com toda a trama e decidi que não dormiria até ver tudo. É uma série rápida, os episódios duram em média cinquenta minutos e não desviam do enredo principal – alguma coisa vai acontecer em oito dias, o fim do mundo. Como? Ninguém sabe.

Assistindo eu tive a sensação de que alguém tinha batido os x-men em um liquidificador e dividido em dez capítulos, mas não pela semelhança com a história, nem nada do tipo. Foi um jeito divertido e interessante de converter um filme de super-heróis em uma mini-série. Os efeitos especiais podem não ser lá tudo aquilo, mas toda a convenção da série em se importar com a criação dessas sete crianças ou pensar, a todo momento, se eles vão conseguir sobreviver ao que quer que ocorra em oito dias é muito maluca.
A única pessoa da série que eu conhecia era a Ellen Page por seu papel em Juno e tenho que admitir que ela é incrível. O resto do elenco suou para mostrar que merecia o privilégio de uma série original Netflix. Aidan Gallagher – guarde esse nome -, esse garoto de quinze anos ainda vai ganhar toneladas de prêmios por uma atuação tão focada e com um currículo mínimo de duas séries de tevê.

Os outros irmãos, em especial Klaus, também é outro que brilha com o sentimentalismo do personagem e as brincadeiras com sua própria sanidade. Eu na verdade sinto muito por ter acabado tão rápido toda essa experiência, talvez eu veja tudo mais uma vez quando terminar esse post.

No mais, Umbrella Academy é uma série muito difícil de ser explicada – dentre outras razões, as viagens no tempo e interdimensionais -, mas muito boa de ser acompanhada. Já indiquei para quase todas as pessoas que conheço e o retorno foi muito positivo.

Vai ver Umbrella?

29 abr, 2019

POEMA: NO FINAL DO CORREDOR

No final do corredor

apesar de distante, não levo muito tempo para enxergá-la de fato

orgulhosa, forte e um futuro que não faz ideia do que o estima

se eu pudesse, tomaria cuidado

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

ela carrega nas costas os fardos pesados que envergam a coluna

leva no rosto os traços invisíveis do tempo, ela é a Hiroshima

seus pés são meio tortos pelo caminho tortuoso que importuna

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

as curvas do seu corpo remetem a escultura que um dia a findaram

que hoje é escondida pelo papel e ela se lastima

não é novidade que existe mais Zumbi que Dandara

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

a guerra que vive não lhe pertence, é como disseram:

as flores são exímias delicadezas da matéria

e talvez não tenha tanta iluminação como propuseram,

mas o que é isso para tanta Maria Quitéria?

a fortaleza dela está em constante crescimento

assim como a evolução ao redor se prepara para recebê-la,

é um espelho tão lindo…

Ora! Você fala?

24 abr, 2019

DESISTI DE THE ORDER

Depois de ter maratonado três séries originais da netflix e curtido bastante, me lancei no escuro com The Order. Entendi vários nadas da sinopse e apertei o play. Eu sinto muito amantes de The Order, me arrastei no primeiro episódio e a bola de neve só aumentou.

Jack Morton está no primeiro ano da faculdade quando se junta a uma sociedade secreta chamada The Order. Lá ele descobre um mundo de mágica, monstros e intriga. Em meio a obscuros segredos de família e uma batalha subterranea entre lobisomens e artes mágicas ocultas, ele se encontra cada vez mais envolvido em uma aterrorizante e mágica jornada para descobrir o seu próprio eu.

Eis aqui um resumo do episódio piloto aos meus olhos:

A princípio temos o nosso personagem principal recebendo a carta de aprovação na Universidade. Ele não foi aceito, ok. Mas de repente a carta muda, enquanto ele segura a carta na mão, as letras trocam de lugar, palavras somem, palavras aparecem e, bang, agora ele foi aceito. Em vez de “nossa que estranho” e sair correndo, o nosso personagem (que bem depois descobri que o nome dele era Jack) ignora qualquer coisa e comemora a aprovação. Tudo bem, calouro comemora até injeção na testa, a gente ignora esse acontecimento.

Aí vamos pro próximo, para entrar na sociedade secreta Jack precisa achar uma moeda, até aí válido, mas os outros competidores são mesquinhos e filhos de grandes nomes. Jack e seu amigo ficam uma cena inteira com risos forçados pensando todos os possíveis nomes para acompanhar “bobalhões” – ou seja lá qual for a tradução no português. Isso porque esse personagem tem uso excessivo de palavrões em qualquer lugar com um tom de brincadeira, se aproximando mais de uma série da Disney apropriada para menores do que feita pela netflix. Um errinho a gente aceita, vai.

Jack acredita que uma garota que conheceu na faculdade participa da sociedade secreta e a todo momento faz perguntas para ela, das quais ela obviamente não responde e atira várias e várias vezes “não faço parte, nem existe, você tá falando abobrinha”. Jack, qual parte de secreto ainda não entendeu? Nisso, duas pessoas da universidade já morreram e literalmente ninguém liga. Um detetive aparece uma vez ou outra interrogar Jack, mas é isso. Nada de reportagens na televisão, pôsters pelo colégio ou alunos eufóricos com medo de morrer. Nada. Morreu, né. Que pena.

Os outros nomes do elenco soam estar lendo um roteiro, o que me dá razões para acreditar em uma série de baixo-orçamento – isso é provado pelos efeitos especiais no final do episódio. No mais, senti que era uma série de restos, ideias que sobraram de outras séries e que misturadas deram The Order.

Não deu, abandonei com vontade.

Talvez se eu tivesse visto a série esperando algo parecido com besteirol ou uma sitcom mais longa – bem mais -, eu poderia ter gostado um pouco mais. O que mais impactou foi ver a minha ilusão de série dramática/terror se desfazer na minha frente.

E você, o que achou?

22 abr, 2019

CRÔNICA: ÚLTIMAS PALAVRAS

A morte vem para todos nós de qualquer jeito, não tem como trapacear ou enganá-la. É inevitável. Nessa hora quero pedir perdão por ter sido o que fui e feito o que fiz. Não estou assustada com o fato de morrer tão cedo assim, o que mais me assusta mesmo é ter que ser desse jeito. Sem aviso, sem despedidas e sem as minhas últimas palavras – a menos que isso conte, é claro.
E aqui vai uma revelação.
Eu sei que não fui a melhor versão de mim que eu poderia ser e que, com alguns sorrisos e pedidos de desculpas, eu poderia ter evitado que muitas coisas ruins acontecem. Quem sabe se eu não tivesse criticado tanto as pessoas ao meu redor, eu teria alguém por perto na hora em que mais precisei.
Vamos aos fatos: se eu tivesse dado mais valor às pequenas coisas que sempre amei, quem sabe, eu não estaria aqui, eu poderia ter evitado muitas coisas. Talvez se eu tivesse me defendido quando as coisas começaram a ruir as coisas teriam sido melhores, eu poderia ter feito as pazes comigo mesma.
Mas não, eu não fiz nada disso.
E antes de analisarmos tudo na balança, por favor, quero um minuto de atenção, o que foi realmente de tão absurdo que eu fiz para merecer isso e, o que quer que tenha sido, foi tão pior do que todo mundo faz todos os dias: o que fizeram com você, o que fizeram comigo e o que eu fiz?

17 abr, 2019

A POLÊMICA DE CAPITÃ MARVEL

Eu entrei no cinema imaginando tudo de bom e do melhor pro filme. Eu acompanho a saga dos Vingadores, então se alguém me diz que a Capitã Marvel vai ser a salvadora de todo o planeta dessa vez, eu aplaudo bem antes do filme. Mas a obra tem gerado muitas controvérsias, divisão de opiniões e muita rixa com outras indústrias de cinema. Eu vou tentar explicar o porquê.
É verdade que ninguém nunca tinha ouvido falar de Capitã Marvel fora dos quadrinhos até a cena final de Vingadores: Guerra Infinita. Também é verdade que, em dez anos de Marvel, esse foi o primeiro filme com uma protagonista feminina. Outro ponto: em todo o filme apenas vemos ela, não tem um Homem de Ferro aparecendo de repente para dar bronca em um Peter Parker ou um Doutor Estranho abrindo um portal para outro país quando Thor o questiona sobre Odin. Não, não tem nenhum outro herói que dê essa sensação de familiaridade – salvo o Fury. Além disso, tem uma enorme horda da DC – eu amo vocês – de pé com paus e pedras pra dizer que Capitã Marvel só existe em oposição a Mulher Maravilha.

Nessa confusão toda, eu acho muito difícil isolar os pensamentos de todos os comentários externos e ter uma opinião própria do filme – sem dar aquele “mas na HQ…” ou “no universo Marvel…” -, vamos, por um instante pensar no filme como um filme. Pode ser?
Não temos um histórico concreto da nossa heroína, ela não se lembra muito da infância e isso a incomoda em seus treinamentos. Vers é uma Kree, uma raça alienígena de nobres guerreiros que defende a nação e a galáxia inteira de invasores. Mas ela também tem furos na memória que precisam de uma explicação.

Em uma missão, Vers acaba presa na Terra, onde caça Skrull, raça inimiga dos Kree e chama atenção do serviço secreto – será que eu posso chamar eles assim? – principalmente de Fury. E é mais ou menos assim que o filme se desenrola. Vers, nossa Capitã, em um primeiro momento não tem uma história. Ela não é filha de Odin, herdeira do Trono, nem uma bilionária que acabou de descobrir uma nova forma de energia. Vers não sabe quem é e vai descobrir ao mesmo tempo que a gente.

Um dos pontos mais interessantes, é que nesse filme o feminismo é gritante, principalmente quando estamos falando de Hollywood. Vers não tem um par romântico, ela luta na guerra ao lado da melhor amiga – uma mãe solteira que pilota aviões do exército americano – Maria Rambeau. Desde pequena, foi dito a ela coisas que ela não poderia fazer (e que fez).

O filme todo se trata de Vers (ou Carol) descobrir quem ela realmente é e usar isso ao seu favor. Sem usar as palavras exatas, a Marvel faz o seu primeiro filme contando uma história sobre empoderamento feminino ao mesmo tempo que afirma que a era dos personagens masculinos está chegando ao fim. Ouvi muitas pessoas comentando sobre a atriz, que poderia ter sido mais convincente e coisa e tal, eu não vou mentir que não senti isso, mas na maior parte do tempo falava mais alto a ideia de “essa é a heroína mais forte da Marvel, tem que ter uma fraqueza” e tentava várias vezes descobrir um ponto negativo, enquanto que nos outros filmes da franquia, eu estava mais preocupada com a história – certamente eles também têm outros erros.

Embora seja um filme muito distante da Marvel e aquele com mais características que o diferencia dos outros, não deixa de ser um filme sobre uma heroína (a primeira delas) que cria o próprio destino, toma as rédeas da história e segue todos os seus instintos até o fim pelo que acha certo. Com muito amor pelo filme – entre as dezenas cenas que quase chorei – dou cinco estrelinhas.

Já viu o filme?

10 abr, 2019

AUTORES NACIONAIS PARA CONHECER

Eu acordei inspirada para mostrar autores nacionais que você deveria conhecer. Nessa lista eu coloquei autores famosos (poderiam ser um pouco mais) que vale a pena procurar os livros para conhecer. Então, logicamente, fugi de nomes como Paula Pimenta, Ana Beatriz Brandão e por assim vai. O meu dedo até tremia pra colocar Raphael Montes – até parece que não é só dele que falo no blog -, mas a intenção é conhecer novos talentos da literatura nacional. De qualquer jeito acabei falando dele. De novo.
Tentei por um autor por gênero. Será que deu certo?
Victor Bonini. Conheci ele com o livro “Colega de Quarto”, um suspense muito bem escrito e, caso não saiba, Victor é um repórter e na sua obra ele se baseou em casos que já havia trabalhado e isso dá uns créditos pro livro. Eric está levemente desconfiado de que tem alguém morando com ele, primeiro um par de chinelos, depois uma escova de dentes e um design de um thriller digno da primeira até a última página. Ele também escreveu outros dois livros, O Casamento e Quando ela desaparecer, o último ainda não foi lançado se eu não me engano (ou pelo menos não chegou na livraria aqui perto de casa).
Bruno Miranda. Eu coloquei ele aqui porque não conseguia pensar em outro autor para comédia romântica – é brincadeira. É autor de Azeitona, onde Ian e Emília supostamente estão grávidos (ela, claro) para participar de um reality show de adolescentes na mesma situação na tentativa de ganhar um cachê que ajudaria ambos os lados. Eu não sou muito boa para escrever o enredo do livro, então sugiro que busque a sinopse porque sinceramente é estranho falar “eles não estão juntos, mas estão e ela não está grávida, mas está”.
Carina Rissi é a nossa Jojo Moyes brasileira. Ela não cansa de turbinar as livrarias com seus romances e cada vez mais vem ganhando mais palco e espaço nas prateleiras. Autora da série Perdida e Procura-se um marido, é pedida certa para as apaixonadas de plantão. Em Perdida, Sofia se perde no século dezenove após comprar um celular novo e acaba encontrando aquilo que nunca esperaria: um príncipe perfeito. Será que voltar pro presente é tão importante assim?
Eduardo Cilto se popularizou de um tempo pra cá. Pelo canal literário Perdido nos Livros, por Traços e por Submerso – os dois livros publicados pelo autor. Em Traços, Matheus acompanha Beatriz na festa do colégio, mas termina a noite participando de um ritual místico para saber o que o futuro reservava para ele e a amiga. Assim que as velas que os cercavam se apagam e uma resposta esquisita encerra a cerimônia, Beatriz leva o resultado a sério e entende que deve fugir da cidade pequena para se encontrar com seu destino nas ruas da capital de São Paulo.
Vítor Martins é o autor que você não conhece e conhece. Autor de Quinze Dias e Um Milhão de finais felizes é mais um da lista de booktubers. Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. É uma confusão porque Caio era sua paixão de infância e o garoto não tem ideia sobre como falar disso.

08 abr, 2019

CRÔNICA: VERBO

Inevitavelmente, você está em todas as páginas, todos os livros, todos os filmes. Inegavelmente, teus defeitos fazem falta nos meus fins de tarde, tua voz cantando baixinho no carro não me abandona enquanto eu dirijo pro canto oposto da cidade e som da tua risada, aquela primeira da manhã, ecoa no sol cedo do sábado.

Coleias páginas desse livro velho que é a gente, que é insistir nos mesmos erros.Erro em ir de novo ou erro em ficar de novo? Eu não sei. Só lutei contra o ímpeto que te fazpermanecer, queimei todas as cenas do passado, só pra depois ter certeza de quenão dava para incinerar aquilo que por si só já era incêndio. Eu discutocomigo e peço pra não me angustiar, me convenço que preciso de um sinal teu, deum avanço que me fala não ter vontade de ir embora. Naquela minha autossuficiência, eu sempre soube nãoprecisar de você. E que engraçado é não precisar e querer tanto. É queeu sou assim, sabe?

Eusei que você quer, por te conhecer como a palma da mão, por decorar a cadênciadas tuas palavras, por ter teu olhar gravado no meu. Mas, eu preciso saber que você mequer, com segredo contado de madrugada, como confissão adolescente feita em umestacionamento qualquer. Eu preciso saber que nosso querer-não-quereruma hora se desfaz no colo do outro. Eu preciso saber de simplicidaderotineira, antes tão incômoda, agora tão singela e cheia de sensibilidade.

Enquanto isso, corremos. Corremos pra nãoabrir o peito, pra não abrir a caixa de pandora que os dois carregamos nocorpo. O outro. Eu moro aí e você mora aqui. Te levo pra ver o mundo enquantovocê escuta música no quarto, você me leva pro trabalho enquanto eu assistotelevisão. Fugimos. Porque o encontro é sempre igual. Uma palavra puxa a outracomo irmã e, nesse magnetismo, o separar deixa de fazer sentido. Como a mágicaem que um lenço é puxado da cartola, cada frase chama a próxima e a conversanunca acaba. Porque a gente nunca acaba e é saber disso que faz a ausênciaamarga e nos obriga a aumentar os espaços. Basta uma vez, basta chegar um poucomais perto. Pra que, de novo, tudo seja fogo.

05 abr, 2019

PEARL FEVER: DO FUNDO DO MAR PRO SEU MELHOR LOOK

Não se sabe ao certo como o uso de pérolas começou, mas elaseram bem apreciadas na Antiguidade, especialmente pelos romanos, que atribuíramà pedra o significado do amor. Na Idade Média, os cidadãos comuns foramproibidos de usá-las, de modo que se reservou essa joia à aristocracia.

Símbolo de pureza e inocência, a pérola já foi considerada ajoia mais cara do mundo e era tida como presente ideal para noivados ecasamento, por também serem símbolo da feminilidade. Marca registrada defiguras como Jacqueline Kennedy e Chanel, a febre das pérolas volta repaginadae com certeza vai ganhar um lugar especial no seu mix de colares – e no seucoração também. Lembrando sempre que as versões fake são muito bem-vindas, amoda não precisa ferir nosso ambiente!

Um jeito legal de apostar embrincos de pérolas de um jeito mais cool é abusar de assimetria, argolas ebrincos compridos, que escapam um pouco do clássico. Nos colares, as pérolasaparecem como um dos muitos elementos em mix variados, com búzios, letras ebolinhas coloridas. Pode ser um de cada vez, mastudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora é o que tem de mais novo pra abusar dasclássicas pérolas da vovó! Além dos acessórios, roupas, bolsas e sapatos ganhamdetalhes especiais com pérolas grandes e pequenas que são bordadas e adicionamum charme a mais.