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02 nov, 2020

Filmes & Séries: Meus Favoritos dos últimos tempos

Durante a quarentena, a maior parte das pessoas aproveitou as muitas horas em casa para explorar o catálogo da Netflix. Confesso que, nesse período, não fiz o mesmo e aproveitei para rever alguns dos meus seriados favoritos, antes que eles fossem tirados de mim haha Com tantos streaming surgindo, todo cuidado é pouco, então assisti Gossip Girl, Friends e Gilmore Girls tantas vezes quanto possível. Parece até que eu estava adivinhando, pois, em janeiro, vai ser “XOXO” para sempre, com a retirada do seriado protagonizado por Serena van der Woodsen e Blair Waldorf da plataforma.

Mas, nas últimas semanas, resolvi dar uma revigorada na minha lista com algumas coisas novas. Por isso, escolhi trazer hoje três seriados e dois filmes que valem a pena assistir muitas vezes, assim como nossos clássicos preferidos!

1. O Gambito da Rainha

A minissérie americana foi baseada no livro de Walter Tevis, de 1983 e teve seu título inspirado por uma jogada muito rara no xadrez. A história de Beth Harmon começa a ser contada a partir de sua chegada a um orfanato, em Kentucky, no sudeste dos Estados Unidos. Lá, ela passa a jogar xadrez no porão, com o zelador, enquanto dribla o abandono e a solidão com doses consideráveis de calmantes.

Beth apresenta uma habilidade ímpar para o jogo, que a guiará em todas as fases de sua vida, entre o triunfo nos campeonatos e a derrota no vício. Enquanto mergulha em um ambiente predominantemente masculino, a protagonista traça um caminho tortuoso entre as consequências do abandono e seu inquestionável talento como enxadrista. A trama é muito bem construída e é perfeita para uma maratona, já que os altos e baixos da protagonistas são super instigantes e prendem completamente a nossa atenção. Eu mesma, terminei de assistir rapidinho.

2. Billions

Outro original da Netflix que é viciante. A história gira em torno de Bobby Axelrod, proprietário de uma empresa de hedge funds que surgiu das cinzas do 11 de setembro, e de Chuck Rhoades, um promotor desesperado para enquadrar o bilionário por seus crimes financeiros, em especial, pelo uso de informações privilegiadas.

Uma das coisas que mais gosto sobre Billions é que não existem vilões na série. Para começar, Axelrod é um criminoso extremamente cativante. Além de ser um quarentão super charmoso – o que por si só já mina várias objeções da audiência – o empresário apresenta uma determinação singular, fruto de uma infância difícil na periferia. Por outro lado, temos Chuck, que, embora seja um chato com inúmeros dilemas morais, a princípio está tentando fazer a coisa certa. Mas, ao ser dominado pelo ciúme da esposa, que atua como coach e psiquiatra na empresa de Axe, perde o senso de justiça e passa a usar meios escusos para prender Bobby. Esse padrão se repete em todos os personagens, apresentando a bondade e o egoísmo que habitam em todo ser humano. Eu acho que isso é um dos fatores que torna a série muito interessante, porque a história se torna mais verossímil e cheia de nuances a serem exploradas.

3. Emily em Paris

Emily in Paris é um passatempo perfeito. Sem mais. É uma série light, rápida, perfeita para aqueles momentos em que a gente quer esvaziar a cabeça com um seriado bobo. A protagonista é uma publicitária que vai trabalhar na França, promovendo empresas nas redes sociais por meio de ações de marketing. Porém, Emily não fala francês e não é muito bem recebida no novo job.

Com um figurino assinado por Patricia Field, que fez o mesmo trabalho em Sex in the City, Emily exibe looks grifados dos pés à cabeça, mas que carecem do refinamento francês e a fazem ser taxada de ringard (brega). Isso é evidente na série, pois os personagens mais sofisticados apresentam um estilo mais clean, enquanto a Emily chega em seu primeiro dia no trabalho na França com nada mais, nada menos do que uma camisa… da Torre Eifell hahah Além do senso estético duvidável, Emily é muito divertida e faz tudo antes de pensar, o que proporciona episódios muito engraçados e leves. A temporada é curtinha e passa num piscar de olhos, dá para acabar num dia!

4. Um Contratempo

Saindo do mood levinho, assisti um filme de suspense muito enigmático! A trama de Um Contratempo (2016) apresenta um cenário pronto para o espectador: Dois amantes estão voltando de viagem, quando se envolvem em um acidente de carro. O motorista do outro carro morre imediatamente, mas chamar por socorro implicaria em muitas consequências graves, inclusive na destruição dos respectivos casamentos. Assim, eles decidem cuidar da situação por conta própria. Porém, após algum tempo, os dois são convocados por alguém que parece saber do ocorrido a ir até um hotel, no qual a amante de Adrián – o protagonista – é assassinada.

O culpado pelo assassinato deixa a cena sem deixar qualquer vestígio. Não haveria por onde entrar ou sair do quarto de hotel, de modo que Adrián é o principal acusado do crime. Seu advogado indica que ele discuta sua defesa com uma defensora imbatível, que nunca perdeu um caso sequer. Enquanto analisam a defesa do empresário, o filme traça uma linha temporal irregular, mostrando as diversas possibilidades do que pode ter de fato ocorrido. O que posso adiantar, sem spoilers, é que nem tudo é o que parece ser. Mais do que isso e terei entregado a história. Tem que assistir para saber!

5. Rebecca – Uma Mulher Inesquecível

O último filme dessa seleção é uma adaptação de um clássico de Hitchcock, de maneira que, antes de assistir, imaginei que ele seria um pouco mais pesado, já que os filmes do autor de Psicose tendem a ser macabros. Porém, tendo em vista que eu detesto filmes de terror, acho que foi uma quebra de expectativa positiva. A história, protagonizada por Lily James (eu amo!), é sobre uma moça que se casa com um viúvo riquíssimo, sem saber que a sombra da falecida Rebecca ainda permeia a vida do esposo. Sua família a venera, os funcionários estavam acostumados aos modos da Sra. de Winters anterior. Enfim, tudo coopera para que a nova esposa se sinta deslocada, inferior e questione não só o amor do marido, mas também a própria sanidade.

A filmografia é bem colorida e saturada, o contrário do que eu esperaria de uma adaptação de Hitchcock. Mas, é tudo pensado. Enquanto Rebecca é retratada como uma mulher marcante, sofisticada e claramente representada pelos tons de vermelho, a nova sra. de Winters é retratada como uma mulher mais insossa e menos fatal, ambientada em tons de verde clarinho, como se lhe faltasse a postura que a nova esposa deveria suprir.

Nesse ambiente dicotômico, a nova esposa é pressionada e manipulada, enquanto tenta adentrar a intimidade do marido, que não lhe dá abertura para falar sobre a morte da antiga mulher. O suspense é instigante e cheio de reviravoltas, também super vale a pena reservar um tempo para assistir.