01 maio, 2019

POR QUE ASSISTIR THE UMBRELLA ACADEMY

Mais uma vez a Netflix manda notificação no celular dizendo que tem série nova. Você abre o aplicativo, vê máscaras estranhas que parecem ter saído de uma versão mais jovem e multiplicada do Robin, escuta músicas não usuais no trailer – Queen, Phantom of the Opera, The Doors -, atores que você nunca viu na vida e não entende muito bem do que se trata a série. Mas são apenas dez episódios e você tenta a sorte.

Não se engane, essa é só mais uma série que vai te fazer rir, chorar, se envolver com os personagens e revirar sua mente do início ao fim criando teorias até que você não aguente mais e vire a noite maratonando The Umbrella Academy.
The Umbrella Academy é baseada na HQ – primeiro motivo – de Gerald Way, integrante da banda My Chemical Romance – segundo motivo – e protagonizada pela vencedora do Oscar, Ellen Page – terceiro motivo. A história é meio biruta, mas vamos lá.
No mesmo dia de 1989, mulheres sem qualquer ligação entre si e que até o dia anterior não apresentavam nenhum sinal de gravidez deram à luz 43 crianças. Sete delas foram adotadas por Sir Reginald Hargreeves, um industrial bilionário, que decide criar a Umbrella Academy e preparar suas “crianças” para salvar o mundo.

Mas nem tudo saiu de acordo com o plano. Quando elas chegaram à adolescência, a família se desintegrou e a equipe se separou. Agora, os seis membros remanescentes, na casa dos 30 e poucos anos, são reunidos pela notícia da morte de Hargreeves. Luther, Diego, Allison, Klaus, Vanya e Número Cinco começam a trabalhar juntos para resolver um mistério ligado à morte do pai. Mas eles voltam a se desentender em razão dos conflitos causados pelas diferentes personalidades e habilidades — tudo isso em meio à ameaça iminente de apocalipse global.

Eu vi o primeiro episódio e pensei “ok, não faz mal ver mais um”. Depois vi outro, e outro, e outro. Não sei dizer exatamente quando surtei com toda a trama e decidi que não dormiria até ver tudo. É uma série rápida, os episódios duram em média cinquenta minutos e não desviam do enredo principal – alguma coisa vai acontecer em oito dias, o fim do mundo. Como? Ninguém sabe.

Assistindo eu tive a sensação de que alguém tinha batido os x-men em um liquidificador e dividido em dez capítulos, mas não pela semelhança com a história, nem nada do tipo. Foi um jeito divertido e interessante de converter um filme de super-heróis em uma mini-série. Os efeitos especiais podem não ser lá tudo aquilo, mas toda a convenção da série em se importar com a criação dessas sete crianças ou pensar, a todo momento, se eles vão conseguir sobreviver ao que quer que ocorra em oito dias é muito maluca.
A única pessoa da série que eu conhecia era a Ellen Page por seu papel em Juno e tenho que admitir que ela é incrível. O resto do elenco suou para mostrar que merecia o privilégio de uma série original Netflix. Aidan Gallagher – guarde esse nome -, esse garoto de quinze anos ainda vai ganhar toneladas de prêmios por uma atuação tão focada e com um currículo mínimo de duas séries de tevê.

Os outros irmãos, em especial Klaus, também é outro que brilha com o sentimentalismo do personagem e as brincadeiras com sua própria sanidade. Eu na verdade sinto muito por ter acabado tão rápido toda essa experiência, talvez eu veja tudo mais uma vez quando terminar esse post.

No mais, Umbrella Academy é uma série muito difícil de ser explicada – dentre outras razões, as viagens no tempo e interdimensionais -, mas muito boa de ser acompanhada. Já indiquei para quase todas as pessoas que conheço e o retorno foi muito positivo.

Vai ver Umbrella?

veja os posts relacionados

Deixe seu comentário