29 abr, 2019

POEMA: NO FINAL DO CORREDOR

No final do corredor

apesar de distante, não levo muito tempo para enxergá-la de fato

orgulhosa, forte e um futuro que não faz ideia do que o estima

se eu pudesse, tomaria cuidado

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

ela carrega nas costas os fardos pesados que envergam a coluna

leva no rosto os traços invisíveis do tempo, ela é a Hiroshima

seus pés são meio tortos pelo caminho tortuoso que importuna

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

as curvas do seu corpo remetem a escultura que um dia a findaram

que hoje é escondida pelo papel e ela se lastima

não é novidade que existe mais Zumbi que Dandara

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

a guerra que vive não lhe pertence, é como disseram:

as flores são exímias delicadezas da matéria

e talvez não tenha tanta iluminação como propuseram,

mas o que é isso para tanta Maria Quitéria?

a fortaleza dela está em constante crescimento

assim como a evolução ao redor se prepara para recebê-la,

é um espelho tão lindo…

Ora! Você fala?

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