Posts arquivados em Mês: abril 2019

29 abr, 2019

POEMA: NO FINAL DO CORREDOR

No final do corredor

apesar de distante, não levo muito tempo para enxergá-la de fato

orgulhosa, forte e um futuro que não faz ideia do que o estima

se eu pudesse, tomaria cuidado

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

ela carrega nas costas os fardos pesados que envergam a coluna

leva no rosto os traços invisíveis do tempo, ela é a Hiroshima

seus pés são meio tortos pelo caminho tortuoso que importuna

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

as curvas do seu corpo remetem a escultura que um dia a findaram

que hoje é escondida pelo papel e ela se lastima

não é novidade que existe mais Zumbi que Dandara

e em silêncio ela fica, a medida que se aproxima

a guerra que vive não lhe pertence, é como disseram:

as flores são exímias delicadezas da matéria

e talvez não tenha tanta iluminação como propuseram,

mas o que é isso para tanta Maria Quitéria?

a fortaleza dela está em constante crescimento

assim como a evolução ao redor se prepara para recebê-la,

é um espelho tão lindo…

Ora! Você fala?

24 abr, 2019

DESISTI DE THE ORDER

Depois de ter maratonado três séries originais da netflix e curtido bastante, me lancei no escuro com The Order. Entendi vários nadas da sinopse e apertei o play. Eu sinto muito amantes de The Order, me arrastei no primeiro episódio e a bola de neve só aumentou.

Jack Morton está no primeiro ano da faculdade quando se junta a uma sociedade secreta chamada The Order. Lá ele descobre um mundo de mágica, monstros e intriga. Em meio a obscuros segredos de família e uma batalha subterranea entre lobisomens e artes mágicas ocultas, ele se encontra cada vez mais envolvido em uma aterrorizante e mágica jornada para descobrir o seu próprio eu.

Eis aqui um resumo do episódio piloto aos meus olhos:

A princípio temos o nosso personagem principal recebendo a carta de aprovação na Universidade. Ele não foi aceito, ok. Mas de repente a carta muda, enquanto ele segura a carta na mão, as letras trocam de lugar, palavras somem, palavras aparecem e, bang, agora ele foi aceito. Em vez de “nossa que estranho” e sair correndo, o nosso personagem (que bem depois descobri que o nome dele era Jack) ignora qualquer coisa e comemora a aprovação. Tudo bem, calouro comemora até injeção na testa, a gente ignora esse acontecimento.

Aí vamos pro próximo, para entrar na sociedade secreta Jack precisa achar uma moeda, até aí válido, mas os outros competidores são mesquinhos e filhos de grandes nomes. Jack e seu amigo ficam uma cena inteira com risos forçados pensando todos os possíveis nomes para acompanhar “bobalhões” – ou seja lá qual for a tradução no português. Isso porque esse personagem tem uso excessivo de palavrões em qualquer lugar com um tom de brincadeira, se aproximando mais de uma série da Disney apropriada para menores do que feita pela netflix. Um errinho a gente aceita, vai.

Jack acredita que uma garota que conheceu na faculdade participa da sociedade secreta e a todo momento faz perguntas para ela, das quais ela obviamente não responde e atira várias e várias vezes “não faço parte, nem existe, você tá falando abobrinha”. Jack, qual parte de secreto ainda não entendeu? Nisso, duas pessoas da universidade já morreram e literalmente ninguém liga. Um detetive aparece uma vez ou outra interrogar Jack, mas é isso. Nada de reportagens na televisão, pôsters pelo colégio ou alunos eufóricos com medo de morrer. Nada. Morreu, né. Que pena.

Os outros nomes do elenco soam estar lendo um roteiro, o que me dá razões para acreditar em uma série de baixo-orçamento – isso é provado pelos efeitos especiais no final do episódio. No mais, senti que era uma série de restos, ideias que sobraram de outras séries e que misturadas deram The Order.

Não deu, abandonei com vontade.

Talvez se eu tivesse visto a série esperando algo parecido com besteirol ou uma sitcom mais longa – bem mais -, eu poderia ter gostado um pouco mais. O que mais impactou foi ver a minha ilusão de série dramática/terror se desfazer na minha frente.

E você, o que achou?

22 abr, 2019

CRÔNICA: ÚLTIMAS PALAVRAS

A morte vem para todos nós de qualquer jeito, não tem como trapacear ou enganá-la. É inevitável. Nessa hora quero pedir perdão por ter sido o que fui e feito o que fiz. Não estou assustada com o fato de morrer tão cedo assim, o que mais me assusta mesmo é ter que ser desse jeito. Sem aviso, sem despedidas e sem as minhas últimas palavras – a menos que isso conte, é claro.
E aqui vai uma revelação.
Eu sei que não fui a melhor versão de mim que eu poderia ser e que, com alguns sorrisos e pedidos de desculpas, eu poderia ter evitado que muitas coisas ruins acontecem. Quem sabe se eu não tivesse criticado tanto as pessoas ao meu redor, eu teria alguém por perto na hora em que mais precisei.
Vamos aos fatos: se eu tivesse dado mais valor às pequenas coisas que sempre amei, quem sabe, eu não estaria aqui, eu poderia ter evitado muitas coisas. Talvez se eu tivesse me defendido quando as coisas começaram a ruir as coisas teriam sido melhores, eu poderia ter feito as pazes comigo mesma.
Mas não, eu não fiz nada disso.
E antes de analisarmos tudo na balança, por favor, quero um minuto de atenção, o que foi realmente de tão absurdo que eu fiz para merecer isso e, o que quer que tenha sido, foi tão pior do que todo mundo faz todos os dias: o que fizeram com você, o que fizeram comigo e o que eu fiz?

17 abr, 2019

A POLÊMICA DE CAPITÃ MARVEL

Eu entrei no cinema imaginando tudo de bom e do melhor pro filme. Eu acompanho a saga dos Vingadores, então se alguém me diz que a Capitã Marvel vai ser a salvadora de todo o planeta dessa vez, eu aplaudo bem antes do filme. Mas a obra tem gerado muitas controvérsias, divisão de opiniões e muita rixa com outras indústrias de cinema. Eu vou tentar explicar o porquê.
É verdade que ninguém nunca tinha ouvido falar de Capitã Marvel fora dos quadrinhos até a cena final de Vingadores: Guerra Infinita. Também é verdade que, em dez anos de Marvel, esse foi o primeiro filme com uma protagonista feminina. Outro ponto: em todo o filme apenas vemos ela, não tem um Homem de Ferro aparecendo de repente para dar bronca em um Peter Parker ou um Doutor Estranho abrindo um portal para outro país quando Thor o questiona sobre Odin. Não, não tem nenhum outro herói que dê essa sensação de familiaridade – salvo o Fury. Além disso, tem uma enorme horda da DC – eu amo vocês – de pé com paus e pedras pra dizer que Capitã Marvel só existe em oposição a Mulher Maravilha.

Nessa confusão toda, eu acho muito difícil isolar os pensamentos de todos os comentários externos e ter uma opinião própria do filme – sem dar aquele “mas na HQ…” ou “no universo Marvel…” -, vamos, por um instante pensar no filme como um filme. Pode ser?
Não temos um histórico concreto da nossa heroína, ela não se lembra muito da infância e isso a incomoda em seus treinamentos. Vers é uma Kree, uma raça alienígena de nobres guerreiros que defende a nação e a galáxia inteira de invasores. Mas ela também tem furos na memória que precisam de uma explicação.

Em uma missão, Vers acaba presa na Terra, onde caça Skrull, raça inimiga dos Kree e chama atenção do serviço secreto – será que eu posso chamar eles assim? – principalmente de Fury. E é mais ou menos assim que o filme se desenrola. Vers, nossa Capitã, em um primeiro momento não tem uma história. Ela não é filha de Odin, herdeira do Trono, nem uma bilionária que acabou de descobrir uma nova forma de energia. Vers não sabe quem é e vai descobrir ao mesmo tempo que a gente.

Um dos pontos mais interessantes, é que nesse filme o feminismo é gritante, principalmente quando estamos falando de Hollywood. Vers não tem um par romântico, ela luta na guerra ao lado da melhor amiga – uma mãe solteira que pilota aviões do exército americano – Maria Rambeau. Desde pequena, foi dito a ela coisas que ela não poderia fazer (e que fez).

O filme todo se trata de Vers (ou Carol) descobrir quem ela realmente é e usar isso ao seu favor. Sem usar as palavras exatas, a Marvel faz o seu primeiro filme contando uma história sobre empoderamento feminino ao mesmo tempo que afirma que a era dos personagens masculinos está chegando ao fim. Ouvi muitas pessoas comentando sobre a atriz, que poderia ter sido mais convincente e coisa e tal, eu não vou mentir que não senti isso, mas na maior parte do tempo falava mais alto a ideia de “essa é a heroína mais forte da Marvel, tem que ter uma fraqueza” e tentava várias vezes descobrir um ponto negativo, enquanto que nos outros filmes da franquia, eu estava mais preocupada com a história – certamente eles também têm outros erros.

Embora seja um filme muito distante da Marvel e aquele com mais características que o diferencia dos outros, não deixa de ser um filme sobre uma heroína (a primeira delas) que cria o próprio destino, toma as rédeas da história e segue todos os seus instintos até o fim pelo que acha certo. Com muito amor pelo filme – entre as dezenas cenas que quase chorei – dou cinco estrelinhas.

Já viu o filme?

15 abr, 2019

CRÔNICA: AMOR

Depois de tantos anos o nosso sonho finalmente se realizou. Surgiu pequeno, como um broto de feijão que unia os nossos dois corações e foi crescendo ao passo que era alimentado todos os dias. Você entrou na minha vida sem aviso e ao passo que as horas corriam, eu me sentia sempre mais próxima de ti, sem ao menos saber do que se tratava, fui deixando essa distância entre nós dois diminuir e o broto de feijão se tornar maior.
Com tantas batidas do meu coração era difícil escutar algo de fora, mas para ser bem sincera eu nem me importava de não entender contando que estivesse com você. Eu balançaria a cabeça para qualquer coisa que você me perguntasse na tentativa de arrancar um sorriso seu, aquele que me acompanhou até aqui e que me livra até do maior dos males.
Quando eu sonhava em te encontrar, não sabia que seria assim e nem até onde chegaria. Me surpreendi todas as vezes com o que destino me apresentou e dentro de mim uma enorme gratidão cresceu, era tudo além do que eu poderia desejar e muito mais do que eu deveria merecer.
De fato era um confidente, companheiro, melhor amigo e comediante que estava do meu lado e que ainda continua no mesmo lugar. De todos os lugares possíveis para ficar, ele escolheu esse e eu escolhi ele.
Até hoje pergunto aos céus, o que fiz para ganhar alguém assim? O que quer que tenha sido, por favor me avise. Farei dez vezes mais.

10 abr, 2019

AUTORES NACIONAIS PARA CONHECER

Eu acordei inspirada para mostrar autores nacionais que você deveria conhecer. Nessa lista eu coloquei autores famosos (poderiam ser um pouco mais) que vale a pena procurar os livros para conhecer. Então, logicamente, fugi de nomes como Paula Pimenta, Ana Beatriz Brandão e por assim vai. O meu dedo até tremia pra colocar Raphael Montes – até parece que não é só dele que falo no blog -, mas a intenção é conhecer novos talentos da literatura nacional. De qualquer jeito acabei falando dele. De novo.
Tentei por um autor por gênero. Será que deu certo?
Victor Bonini. Conheci ele com o livro “Colega de Quarto”, um suspense muito bem escrito e, caso não saiba, Victor é um repórter e na sua obra ele se baseou em casos que já havia trabalhado e isso dá uns créditos pro livro. Eric está levemente desconfiado de que tem alguém morando com ele, primeiro um par de chinelos, depois uma escova de dentes e um design de um thriller digno da primeira até a última página. Ele também escreveu outros dois livros, O Casamento e Quando ela desaparecer, o último ainda não foi lançado se eu não me engano (ou pelo menos não chegou na livraria aqui perto de casa).
Bruno Miranda. Eu coloquei ele aqui porque não conseguia pensar em outro autor para comédia romântica – é brincadeira. É autor de Azeitona, onde Ian e Emília supostamente estão grávidos (ela, claro) para participar de um reality show de adolescentes na mesma situação na tentativa de ganhar um cachê que ajudaria ambos os lados. Eu não sou muito boa para escrever o enredo do livro, então sugiro que busque a sinopse porque sinceramente é estranho falar “eles não estão juntos, mas estão e ela não está grávida, mas está”.
Carina Rissi é a nossa Jojo Moyes brasileira. Ela não cansa de turbinar as livrarias com seus romances e cada vez mais vem ganhando mais palco e espaço nas prateleiras. Autora da série Perdida e Procura-se um marido, é pedida certa para as apaixonadas de plantão. Em Perdida, Sofia se perde no século dezenove após comprar um celular novo e acaba encontrando aquilo que nunca esperaria: um príncipe perfeito. Será que voltar pro presente é tão importante assim?
Eduardo Cilto se popularizou de um tempo pra cá. Pelo canal literário Perdido nos Livros, por Traços e por Submerso – os dois livros publicados pelo autor. Em Traços, Matheus acompanha Beatriz na festa do colégio, mas termina a noite participando de um ritual místico para saber o que o futuro reservava para ele e a amiga. Assim que as velas que os cercavam se apagam e uma resposta esquisita encerra a cerimônia, Beatriz leva o resultado a sério e entende que deve fugir da cidade pequena para se encontrar com seu destino nas ruas da capital de São Paulo.
Vítor Martins é o autor que você não conhece e conhece. Autor de Quinze Dias e Um Milhão de finais felizes é mais um da lista de booktubers. Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. É uma confusão porque Caio era sua paixão de infância e o garoto não tem ideia sobre como falar disso.

08 abr, 2019

CRÔNICA: VERBO

Inevitavelmente, você está em todas as páginas, todos os livros, todos os filmes. Inegavelmente, teus defeitos fazem falta nos meus fins de tarde, tua voz cantando baixinho no carro não me abandona enquanto eu dirijo pro canto oposto da cidade e som da tua risada, aquela primeira da manhã, ecoa no sol cedo do sábado.

Coleias páginas desse livro velho que é a gente, que é insistir nos mesmos erros.Erro em ir de novo ou erro em ficar de novo? Eu não sei. Só lutei contra o ímpeto que te fazpermanecer, queimei todas as cenas do passado, só pra depois ter certeza de quenão dava para incinerar aquilo que por si só já era incêndio. Eu discutocomigo e peço pra não me angustiar, me convenço que preciso de um sinal teu, deum avanço que me fala não ter vontade de ir embora. Naquela minha autossuficiência, eu sempre soube nãoprecisar de você. E que engraçado é não precisar e querer tanto. É queeu sou assim, sabe?

Eusei que você quer, por te conhecer como a palma da mão, por decorar a cadênciadas tuas palavras, por ter teu olhar gravado no meu. Mas, eu preciso saber que você mequer, com segredo contado de madrugada, como confissão adolescente feita em umestacionamento qualquer. Eu preciso saber que nosso querer-não-quereruma hora se desfaz no colo do outro. Eu preciso saber de simplicidaderotineira, antes tão incômoda, agora tão singela e cheia de sensibilidade.

Enquanto isso, corremos. Corremos pra nãoabrir o peito, pra não abrir a caixa de pandora que os dois carregamos nocorpo. O outro. Eu moro aí e você mora aqui. Te levo pra ver o mundo enquantovocê escuta música no quarto, você me leva pro trabalho enquanto eu assistotelevisão. Fugimos. Porque o encontro é sempre igual. Uma palavra puxa a outracomo irmã e, nesse magnetismo, o separar deixa de fazer sentido. Como a mágicaem que um lenço é puxado da cartola, cada frase chama a próxima e a conversanunca acaba. Porque a gente nunca acaba e é saber disso que faz a ausênciaamarga e nos obriga a aumentar os espaços. Basta uma vez, basta chegar um poucomais perto. Pra que, de novo, tudo seja fogo.

05 abr, 2019

PEARL FEVER: DO FUNDO DO MAR PRO SEU MELHOR LOOK

Não se sabe ao certo como o uso de pérolas começou, mas elaseram bem apreciadas na Antiguidade, especialmente pelos romanos, que atribuíramà pedra o significado do amor. Na Idade Média, os cidadãos comuns foramproibidos de usá-las, de modo que se reservou essa joia à aristocracia.

Símbolo de pureza e inocência, a pérola já foi considerada ajoia mais cara do mundo e era tida como presente ideal para noivados ecasamento, por também serem símbolo da feminilidade. Marca registrada defiguras como Jacqueline Kennedy e Chanel, a febre das pérolas volta repaginadae com certeza vai ganhar um lugar especial no seu mix de colares – e no seucoração também. Lembrando sempre que as versões fake são muito bem-vindas, amoda não precisa ferir nosso ambiente!

Um jeito legal de apostar embrincos de pérolas de um jeito mais cool é abusar de assimetria, argolas ebrincos compridos, que escapam um pouco do clássico. Nos colares, as pérolasaparecem como um dos muitos elementos em mix variados, com búzios, letras ebolinhas coloridas. Pode ser um de cada vez, mastudo-junto-ao-mesmo-tempo-agora é o que tem de mais novo pra abusar dasclássicas pérolas da vovó! Além dos acessórios, roupas, bolsas e sapatos ganhamdetalhes especiais com pérolas grandes e pequenas que são bordadas e adicionamum charme a mais.

01 abr, 2019

CRÔNICA: HISTÓRIA PRO NÓS DORMIR

Parei de tentar me enganar e dizer que a gente combina. De tentar provar pra mim que você era a ideia perfeita, o futuro desejado e o tempo que eu não perdi, ganhei.

Parei de me lembrar de te amar em todas as manhãs e em me falar que distância e tempo é o mesmo que nada pra um amor forte e findo no mundo, mas eterno no peito. Eterno, de fato. Eterno por alguém que não existe mais.

Eu amei quem você era, em todas as cores e intensidades possíveis. Amei, amei e amei até depois do fim. Amei até que não sobrasse nada, como quem torce o cabelo molhado depois do banho. Até a última gota, com a delicadeza necessária pro cuidado não machucar.

Não é você, sou eu. Um clássico. História pra boi dormir. Coração pra gente partir.

Quem tenta muito sempre acostuma a permanecer tentando mesmo quando não há nada pra ser objeto de tentativa. Você não existe mais. Carinho pra sempre, memória que alegra o peito e todas as coisas bonitas que a gente odeia pensar sobre quando tá junto, mas que é o que fica depois que tudo acaba. Histórias de nós. Histórias pro nós dormir.