Posts arquivados em Mês: março 2019

30 mar, 2019

PRÊMIO POETIZE: FUI SELECIONADA E AGORA?

Então…
Eu me inscrevi faltando dois dias pra acabar o prazo de envio e desde então tudo foi uma correria, mas eu vou tentar explicar tudo direitinho sobre como foi a experiência de publicar um poeminha.

A vivara, que foi a editora que eu publiquei o poema, realiza esses concursos literários, procura originais e também investe em outras obras didáticas. Eu queria participar de algum concurso (de preferência romance) pra ter alguma noção do que é escrever profissionalmente, ter algo impresso pra falar que fui eu que escrevi, ter a sensação de autografar um livrinho, e aí fui. Pesquisando no google, quase todos os concursos tinham terminado, menos o Poetize.

É verdade que eu me sinto muito mais confortável na prosa do que no poema, mas mesmo assim fui. No Poetize que eu participei, de 2019, os poemas eram de tema livre com tamanho certinho de letra no word, envio por pdf, epub… Tem todas essas coisinhas no edital: http://www.premiopoetize.com.br/ embaixo da lista dos selecionados. Podia inscrever até dois por pessoa e era bem tranquilo, preenchi um formulário bem rapidinho sobre informações pessoas (só pode publicar acima de 16 ou com autorização dos pais) e eu acho que isso foi em outubro ou novembro. Depois de preencher, anexa o poema ou os poemas e envia, sem segredo.

O meu poema eu fiz meio que correndo porque não tinha nada salvo no computador que fosse lá aquelas coisas e decidi correr contra o tempo e saiu (até bom né) o No final do corredor. Eu meio que fiz uma convergência entre os temas de escravidão, a atuação do feminino no histórico nacional e mundial e relacionei isso tudo com o eu interior. Pensando assim não faz muito sentido, né? Hahaha. Depois que o livro chegou, eu dei uma folheada e vi que o tema sobre feminismo era o que mais aparecia, então eu fui mais certeira quanto ao tema e acho que isso ajudou na seleção. Toda a seleção é feita pela bancada da editora e tem um monte de regrinha também.

Umas semanas depois de ter mandando o texto, eu recebi o email de que o meu poema tinha sido selecionado pra fazer parte da antologia (yey). Junto veio a primeira parcela também. Pra se inscrever no concurso não precisa pagar nenhuma taxa, mas pra publicar precisa de um pouquinho (inscrição na biblioteca nacional, 10 exemplares do poetize por participante, o uso de direitos e tudo mais). No final, foram duas parcelas de 210,00 mais ou menos. De cara é um pouco dolorido e depois de pensar e pensar e pensar chego na conclusão de que vale a pena. Uma coisa é começar a escrever, literalmente, do nada. Outra coisa é começar sua história com ele “ah, do premiado autor do Poetize 2019”.

E a minha relação com os editores foi mais ou menos assim: recebia os emails dos editores quase toda semana pra ajeitar os últimos detalhes. Escolhi pseudônimo, nome que eu queria na obra, acertar o endereço de entrega… Foi bem legalzinho, e quando os livros chegaram eu fiquei muito feliz porque eles são muito gordinhos, muito mesmo. Depois de ter publicado e divulgado, comecei quase na mesma hora outros projetos de escrita (inclusive de poema que passei a amar escrever). Se teve uma coisa que aprendi com toda essa experiência, é a de que eu sou movida pela escrita e é isso que quero fazer pelo resto dos dias sem dúvida alguma.

29 mar, 2019

SIGRID: NOSSA NOVA DESCOBERTA MUSICAL FAVORITA!

Faz tempo que a gente não fala sobre música aqui, né? Então,voltamos com esse assunto pra falar sobre uma descoberta de artistanova-nem-tão-nova-assim: Sigrid é uma cantora norueguesa de 22 anos, que ficoubem famosa em 2017, com seu single Don’t Kill My Vibe.

Mesmo sendo jovem, as performances da cantora são incríveise, além disso, ela é puro talento e compõe muito bem desde novinha, além detocar piano e violão. A vibe moderna de Sigrid é muito presente em seutrabalho, e mesmo que algumas melodias evoquem um sentimento dos anos 80, osclipes são muito atuais. A cantora não usa figurinos muito elaborados, mas dealguma maneira, o minimalista chama muita atenção nesse caso!

Vamos ouvir juntas? Aqui vão alguns favoritos:

25 mar, 2019

CRÔNICA: CURTO-CIRCUITO

Você me reapareceu assim: Susto,soluço, choque, arrepio. Corrente elétrica que atravessa o copo num caminhoconhecido, canto cativo, e sabe exatamente que provocar. É como enfiar o dedona tomada: Perigo, de novo. E, outra vez, eu não ligo. A gente sempre riu nacara do perigo e sempre chorou quando o choque do beijo virou curto circuito. Mas, é sempreassim: um susto. Euforia que me levanta pelas pernas e se debruça em todas asminhas dúvidas com uma cara de quem me pergunta “por que não?”. A minha cabeçagira entre um eterno “eu sempre soube que seria você” e uma desconfiança de“será que é mesmo?”. Eu nunca sei responder.

Quandovocê gritou meu nome na multidão daquela noite, eu tive certeza: Você tinhavarrido minha sanidade. O que eu estava fazendo ali? E o corpo respondeu namesma hora, uma daquelas sensações sem nome. A voz por trás do grito tinha omesmo nome do meu arrepio. Corrente de adrenalina, voz entalada na garganta,pés presos no chão.

Pordentro, eu já tinha virado geleia. Mas, do lado de fora, eu sabia que você meenxergava sólida, cheia de certezas, todas elas vindas de uma vida da qual vocênão era mais parte. Tranquilidade na respiração e risada leve, que surgiram desó Deus sabe onde. Você me estranhou, certamente procurando algum vestígio seuem mim. Desculpa. Nenhum de nós sabia, mas quando você atravessou a porta,começou a me ensinar a lembrar de mim, e só de mim. Viver sem você no fim dascontas não era tão difícil.

Agente é uma daquelas coisas que eu não saberia por onde começar. Mas, já seique se começasse, não saberia como parar. Já sei também que ia ficar sem jeito,totalmente perdida entre observar teu sorriso e encarar o olhar que me seguiu acada instante depois que a nossa conversa acabou. E o nosso jeito? Será que agente já desaprendeu as coisas que sabíamos de cor? Será que eu saberia teencaixar no meu hoje e teria lugar pra mim do lado daí?

Lembrocomo se fosse hoje, o último sorriso que você me deu antes de partir, e comoparecia que nele cabiam todos os significados do que era ser a gente. E aindaassim, eu não sei dizer se as coisas fazem sentido. Eu sempre sei. Dessa veznão. Dessa vez, só tem a gente se encontrando, um tão perdido quanto o outro.Dupla pra vida, não era? Não encontrei esse sorriso da última vez que nosvimos, mas era como se a gente procurasse aquelas coisas conhecidas no outro.

Mas,alguém havia mudado os móveis da casa do lugar. Quase tudo mudou. E o “Nós”?Foi nas caixas da mudança ou ficou bem guardado naquele baú decorado no fundodo armário do escritório? Outro dia chegou aqui em casa uma foto sua, sabia? Demuitos anos, quando não tinha barba e nem estatura. E também teve outra: Euachei ter jogado tudo que era seu fora, mas abri o porta joias e encontreiaqueles anéis que te custaram alguns meses de mesada e muita coragem pra medar.

Tever engatilhou em mim um caos que já havia se instalado aqui inúmeras outras vezes,só que dessa vez se espalhou num lugar bem menos ingênuo. Eu não sei se vocêseria capaz de me amar tanto assim. Não tanto quanto eu vou querer. O tempo mefracionou e metade de mim morre de medo de retroceder, enquanto a outra metadesabe que a isto eu sei de chamar de lar. Tanto mudou e tanto permanece igual, écomo se a pinta no canto da tua boca sentisse falta dos beijos roubados.Preciso confessar: vez em quando eu te visito pra viver um pouco das memórias,porque de saudade eu já morri faz tempo.

Queriate redescobrir do zero, daquelas coisas que não existem, né? Eu sei que não.Mas queria te redescobrir de novo, como promessa adolescente, adrenalina do quenão foi vivido. Sussurar no seu ouvido tudo o que não somos ainda. Eu nem seise a gente ainda se encaixa. Retrocedemos quilômetros e perdemos tanto tempo,ou será que foi perder pra ganhar? Se pá. Eu só sei que, se for você, a vidavai dar um jeito de me fazer te encontrar e que, se não for, eu é que sereiencontrada.

22 mar, 2019

LENÇO NO CABELO: ADEUS BAD HAIR DAY

Os lenços na cabeça são umfavorito vintage que levanta qualquer look e conserta o nosso velho e não tãoquerido assim bad hair day. Além disso, é uma das principais apostas para overão de 2019!

Os lenços podem transformar umcoque podrinho em algo mais elaborado e estiloso, compondo desde um look urbanoaté um mais romântico, a depender de como você vai combinar o resto das peças. Elestambém dão um tom fresh e feminino, quando amarrados em volta de um rabo decavalo e trazem um toque de modernidade quando envoltos na cabeça, como umafaixa.

18 mar, 2019

CRÔNICA: TODA DOR É POR ENQUANTO

Por enquantoainda te amo, por enquanto ainda sigo seus passos na sala, ainda procuro teusrastros na minha pele, ainda olho no fundo do armário em busca daquela camisajeans velha que eu queria pra mim. Ela não está aqui. E você também não.

Por enquanto,ainda sorrio lendo cartas, ainda choro olhando fotos e ainda evito passar pelosteus lugares, ainda postergo os planos de adotar um cachorro pra ver se asolidão passa.

Por enquanto,ainda perco ar se o telefone toca, ainda é taquicardia se vejo sua foto na telado celular, ainda é meu corpo escorregando pela porta num choro compulsivo.

Por enquanto,saudade. Por enquanto, ainda é você.

Toda dor é porenquanto. Toda dor é feito viagem no verão: data que começa e dia em quetermina. Essa não foi planejada, não marquei data pra te perder nem marqueidata pra retornar pra casa sem pensar em você. Mas, eu pretendo voltar pra mimo quanto antes. Por enquanto, choro, por enquanto adentro o buraco que vocêdeixou em mim. Você, meu querido, é só o meu por enquanto.

15 mar, 2019

ALFAIATARIA: DO ESCRITÓRIO AO JANTAR

A alfaiataria veio de 2018 comouma das principais macrotendências para o verão deste ano, já que o colorblocking e os conjuntinhos estão no ápice do sucesso. O legal dessa tendência éusar as peças pra fugir do look escritório, com uma cara mais sport e casual.

Pra quebrar a imagem sóbria daspeças de alfaiataria, o truque é simples: pele à mostra. Shorts e decotes sãobem-vindos e traduzem a tendência para o verão brasileiro com muita bossa. Ah,por falar em verão, é válido lembrar que as candy colors, as estampas florais eas cores vivas são apostas certeiras que vão de um almoço com as amigas até umjantar especial.

O monocromático também nãoescapou das peças de alfaiataria e dá um tom mais sofisticado e fashionista àscomposições. Nossos favoritos da macrotendência são: shorts/calças clochard,conjuntos minimalistas e terninhos coloridos!

11 mar, 2019

CRÔNICA: ALÍVIO

Olhei pra vista lá fora. A vida continuava se vivendo. Era quase resignação, como quando tive que concordar com seu pedido que eu fosse embora. As árvores da minha rua continuavam iguais. A paisagem não mudou. O quarto continuava igual. A única coisa que mudou era que eu não tinha você. E aí eu concordei em ter só a mim e ao resto das pessoas que eu já tinha. Resto. Como é que a gente pode ter tanto e considerar tão pouco na falta de uma só parte. Você. Foi você quem escolheu não estar. E era melhor. Pela primeira vez, alívio. Sabe aquela respirada bem fundo que realmente acalma? Ela só chega depois do desespero, depois do absurdo. Parei. Larguei a pá, parei de cavar minha própria cova. Paz. Tá tudo em paz.

A vista dajanela é igual todos os dias. Há dias em que eu gosto do jeito que a luzamarela bate no asfalto e transpassa por entre as folhas. E que eu também gostode como o tempo fecha e fica meio aconchegante. Mas, há dias em que estoutriste, então o sol parece forte demais e não me faz melhorar. E há dias que achuva parece ser proposital, pra me fazer piorar. A paisagem está sempre lá,sou eu que transito, mudo. O mundo não é pior porque eu estou mais triste, mascertamente parece melhor quando tudo está bem. E hoje tudo está bem, nemdemorou tanto pra ser assim.

Tem sol lá fora.Tem carro correndo. Tem gente vivendo. Respirando. Eu também. A cidade, umcaos, mas aqui dentro, silêncio. Tá tudo bem. E tá tudo bem em estar tudo bemtambém. O fim da gente não é o fim do mundo. Não é o meu fim. O mundo talvezseja esse, assim, meio sem fim. Quem sabe eu seja assim também.

10 mar, 2019

Resenha: Megarromântico

Megarromântico conta a história de Natalie que, desde pequena, tem repulsa por filmes de comédia romântica. Quando menor era apaixonada em assistir aos longas, mas sua mãe quebrou a magia do cinema ao dizer que garotas como ela, que não seguiam o padrão de uma Bela Adormecida, nunca teriam uma história como aquela. E isso marcou Natalie para sempre, ela desacreditou totalmente no amor e isso fez sentido para ela: continuar com uma vida monótona e vazia.
Acontece que, voltando para casa de um dia cansativo, Nat sofre uma tentativa de assalto em que bate a cabeça. No dia seguinte ela acorda, mas ela passa a viver em um dimensão paralela em que sua própria vida é uma comédia romântica. Esse filme nada mais é do que uma clássica comédia romântica com todos os seus mecanismos e personagens, mas com uma diferença: o filme faz graça sobre ele antes que você possa ter a chance e isso funciona muito bem. Essa mesma ideia acontece nas sagas dos filmes do pânico em que os próprios personagens criticam o fato de correr em um corredor escuro ou procurar uma saída que não seja a principal para fugir do assassino sejam um tanto quanto toscos. Essa quebra da quarta parede é boa, relata uma interação com quem assiste, que é acompanhada pelos pensamentos em voz alta da personagem principal.
Quando isso acontece, as pessoas ao redor de Natalie se ajustam para entrar nos elementos de uma comédia romântica: a inimiga do trabalho, o melhor amigo gay, o garoto dos sonhos e outra garota que vai tentar destruir todas as tentativas de união de Natalie com o dream boy.
Além disso, Megarromântico estilhaça os nossos coraçõezinhos ao fazer menções, o tempo todo, de diversos outros clássicos do gênero como Pretty Woman – principalmente em sua trilha sonora que preenche o filme do início ao fim.
Rebel Wilson, conhecida por seu papel em Pitch Perfect, é Natalie. Priyanka Chopra é a sua rival, a outra garota na disputa pelo coração do belo príncipe; Liam Hemsworth é Blake, um galã obcecado por Natalie e, finalmente, Adam DeVine é o melhor amigo da protagonista.
Eu amo o Adam DeVine com todas as forças e juro que vi o filme por causa dele e não pelo irmão do Thor.

08 mar, 2019

POÁS GRANDES: A ESTAMPA DO VERÃO 2019

A estampa de póas é um clássico que evoca muito bem o charmede sua época de origem, os anos 60. Mas, essa tendência tão antiga volta noverão de 2019 com uma nova roupagem, especialmente os poás grandes!

Ao contrário da estampa pequena, as bolas maiores trazemmais modernidade e menos vibes retrô e, a depender do modelo, não aumentamtanto a silhueta. Se quiser evitar mesmo essa sensação “sessentinha”, é legalapostar em outras cores que não sejam vermelho, preto e branco, as cores maiscaracterísticas da época.

Mas, com cortes mais modernos e peças mais atuais, commangas bufantes ou decote ombro a ombro, bem como pantalonas e saias midi, aestampa de poás ganha um viés atualizado e muito fashionista. No mix deestampas, a regra é aquela básica: procurar cores em comum nas peças e umaproporção legal entre o tamanho das padronagens.

06 mar, 2019

RESENHA: ESTILHAÇA-ME

Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Juliette foi privada da sociedade quando viram que de fato representava um perigo, qualquer um que a toque está destinado a sofrer. Ninguém sabe o porquê, mas foi assim. Desde então, ela está a 264 dias sem que ninguém a toque. E sozinha. Até, é claro, que recebe um novo companheiro de cela, Adam, que nada mais é que um anjo em pessoa. Não vai ser tão fácil assim estabelecer uma relação com esse estranho que ela não sabe quem é, de onde veio e que não pode, jamais, tocá-la.
O que mais gostei do livro foi a narração de Juliette – e o que eu menos gostei foi esse nome. Vamos lá, a menina passou trezentos e tantos dias sem contato humano, era de se esperar que ela tivesse pensado muito durante esse tempo (e como!). Então, na primeira vez que se depara com o garoto, ela tem uma explosão frequente de pensamentos e o jeito que ela imagina e elabora a linha de raciocínio repleta de metáforas é muito bom. Apesar de ser um livro longo e ligeiramente devagar, sempre estive acompanhada da narrativa e do bom e velho romance. Eu amo como esse romance é descrito. Amo, amo, amo, amo. E nisso tudo também vem as descrições que são maravilhosas e sempre cumprem com a intenção.
Muitas das vezes fiquei frustrada com o comportamento dos personagens, mas ia e voltava aquela frase na cabeça “eu não sei como é aquela realidade” e esse foi um dos pontos fracos do livro. Por mais que eu estivesse adorando ler qualquer coisa que Juliette pensava, era um pouco mais complicado me inserir naquela atmosfera e eu não sei bem explicar o porquê. Tem livros que são extremamentes realísticos e outros que nem tanto – como é o caso desse. Digo e repito: mesmo assim não ofusca toda o glitter de Estilhaça-me e todas as continuações e contos.
Os dois personagens masculinos (Adam e Warner) costumam ser o oposto um do outro. Se um é meigo, gentil e doce, o outro vai ser aquela grosseria em pessoa que não poupa insultos independente de quem for. Um quer ver Juliette livre e o outro acredita nos poderes da garota como uma poderosa arma. É, sim, aquele bom e velho clássico que funciona muito bem aqui. Ele é um príncipe charmoso e tudo mais, mas e aquele ali?
Gostei muito do livro, infelizmente não foi aquele enredo que me prendeu de primeira (me arrastei muito para ler na primeira vez), mas fiquei muito feliz com o resultado. É uma leitura boa, daquela que você não consegue esquecer por um tempo, bom, bom, bom. É aquele livro que quando você chega na última página solta um suspiro, só não é aqueele bom que dificulta na hora de dormir e que não deixa de ficar na mente nem por um minuto. A nota que dou é 3 estrelinhas de 5.