30 jan, 2019

RESENHA: ENTRE O AMOR E O SILÊNCIO

Oi de novo! Eu vim aqui te mostrar livros e perguntar o que tá esperando pra ler.
Depois de um incidente de relacionamento (imagina um coração bem partido, imaginou? Agora quebra dez vezes mais, quebrou? Ainda tá longe), Francesca decidiu não se envolver mais e a garota tinha muitas razões. Ela dedica-se, então, ao livro que escreve e às atividades voluntárias, lendo o que escreve para pacientes em coma. Designada para ler para um empresário bem sucedido, percebe que ninguém o visita e a relação dos dois fica cada vez mais próxima. Mas é aquela história, né. Quem diz que não quer se apaixonar, logo se apaixona e não foi diferente com a Fran. Só que… com um dos pacientes em coma para quem lia, Mitchell.
A garota reconhece a loucura disso e mesmo assim fica com a cabeça martelando: e se ele acordasse?

Em primeiro lugar o livro já me surpreendeu antes mesmo de ler, é de uma autora nacional! Uhu. Nesses tempos em que ao entrar na livraria só encontramos livros estrangeiros, ter um livro de uma brasileira ali pertinho na parte dos mais vendidos do lado de John Green e Rachel Cohn (já resenhados no blog) é impressionante demais. Em segundo lugar: wow, olha esse enredo, é aquele tipo de história que, claro, existem livros e filmes abordando o assunto, mas mesmo assim foge ligeiramente do padrão de uma heroína com uma maldição ou lutando contra um sistema ou sendo a chave pra outro universo. E eu adorei essa fuga de contexto, me senti mais perto da história, não foi difícil para de repente estar junto com a protagonista lendo para um garoto inconsciente dentro de um hospital.

Nos primeiros capítulos o enredo é mais introdutório em cima dos dois personagens que o livro mais trabalha: Francesca e Mitchell. A Fran – ou Frances para os íntimos – muda para um apartamento em Nova York e não perde tempo, vai logo enchendo a grade horária de atividades para conhecer novas pessoas e aprender sobre tudo no novo lugar. Ela teve uma infância conturbada quando o pai a deixou e nunca mais deu notícias, isso abala a garota e deixa que ela tenha uma característica tanto super sensível quanto frágil a ponto de quebrar de novo a qualquer momento. Mesmo com os empecilhos, Fran se apaixona por Vince, um aclamado diretor de cinema, só que ele não é lá o namorado do ano. Depois de brigas e mais brigas e traições e corações partidos, Fran termina com ele (uma, duas, três) e decide sair de toda essa confusão de amor ao se dedicar ao livro e ao projeto voluntário.

Mitchell Petrucci é um empresário importante, super bem sucedido e aquele nome que é ouvido o tempo todo no mundo dos negócios. Inteligente, bonito, implacável, tudo que Frances busca em um cara… se não estivesse em coma.

O livro não deixa a desejar na história que é extremamente envolvente apesar de possuir várias e várias e várias páginas em que não acontece muita coisa (pra ser mais específica 170), mas com um pouquinho de paciência a gente chega lá. Existem alguns erros por todo o livro, tranquilos porque são de diagramação, formato e tudo mais, de boas de deixar passar também. O romance é beem lento, água com açúcar e super singelo, nada muito imprevisível, perfeito para chorar e querer jogar o livrão de quinhentas páginas na parede.

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